Análise NFS Underground (Uol Jogos)

Depois de incluir a polícia na série “Need for Speed”, a Electronic Arts decidiu dar um giro de 180 graus e levar o jogo de corrida ao submundo dos rachas. O momento é extremamente oportuno: claramente inspirado por “Velozes e Furiosos”, “Underground” coloca claramente seu foco na tarefa de chamar a atenção dos demais participantes desse tipo de corrida ilegal que envolve modificar o carro para atingir velocidades absurdas.

O jogo oferece três opções básicas: corridas prontas, multiplayer online (no PC e PS2) e a modalidade de carreira Go Underground. É nessa última que você mais deve trabalhar para destravar todos os segredos e ganhar dinheiro para turbinar seu veículo para os desafios maiores.

Desça ao submundo

A fórmula de Go Underground pode parecer um pouco restrita, mas parece uma boa forma de não confundir o jogador com opções demais e manter novidades sendo destravadas aos poucos. Participantes são oferecidos alguns desafios em quatro categorias: corridas normais, desafios de derrapagem, drag racing e campeonatos. Todos esses 111 eventos vão sendo completados e tirados da lista enquanto novos são abertos, facilitando a vida do jogador.

Cada vitória rende reconhecimento e dinheiro. O reconhecimento, ganho por vitórias e com manobras como em “Project Gotham Racing”, libera novas peças e carros, que podem ser comprados com o dinheiro. As peças servem duas funções: melhorar o desempenho do seu veículo ou personalizar o carro. Essa última não deixa a caranga mais rápida, mas quanto mais exagerado ela for, o reconhecimento é multiplicado com sua vitória. Algumas recompensas periféricas permitem que você veja o seu carro na capa de revistas especializadas.

Volante virtual

O sistema de controle do jogo é bastante intuitivo e simples. Tanto usando um controle analógico quanto o teclado no PC é suficiente para lidar com os desafios sem muita dor de cabeça. A simulação não é muito realista, com carros que não se danificam (apesar de você perder pontos de fama ao bater) e derrapam de forma fantástica. O balanço da dificuldade tende um pouco para o lado mais fácil, mas ainda assim diverte e desafia.

A produção técnica do game não deixa nada a desejar. Os ambientes noturnos impressionam com o brilho do neon e um incrível efeito borrão das altas velocidades (inicialmente desativado no PC) faz com que “Undeground” pareça um dos mais velozes títulos de sua categoria. A trilha sonora segue a tradição da EA Trax com inúmeras canções licenciadas que alguém esperaria no rádio de um participante desse tipo de competição – assim como alguns trilhas feitas especialmente para o game.

Acabou o Nitro

Apesar dos pontos fortes, fica claro que a Electronic Arts correu para entregar esse jogo antes do fim do ano. Todas as corridas são ambientadas na MESMA cidade, sendo que os caminhos mudam apenas com placas que indicam rotas diferentes. Os atalhos são apenas pequenos trechos paralelos do mesmo percurso. Essa repetição acaba prejudicando um pouco a durabilidade do game. A ausência de uma opção de replay, assim como a falta de uma garagem (você precisa vender o seu para pegar um novo) machucam o jogo à longo prazo.

CONSIDERAÇÕES

Mesmo assim, “Need for Speed: Undergound” é o melhor jogo de corrida para quem busca similar a atmosfera de “Velozes e Furiosos”. Nada substitui o prazer de fechar seu oponente na última volta de uma corrida com o bólido que acabou de ganhar neon azul piscante e pintura personalizada.

Créditos: Uol Jogos

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